quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

As crackers mais estaladiças de sempre.

Já vos mostrei estas bolachas no Facebook, e também no Instagram, quando foram feitas num domingo de final de Verão e as partilhei por lá. As fotos dessa altura eram precisamente dos momentos de que mais gosto: quando estamos de rolo da massa em acção e, claro, quando chega a hora de fazer crack!
Depois de prontas, chegam à mesa sempre com esta cara de petisco, bem estaladiças e crocantes, a pedir salgadinhos, pasta para barrar, queijo e bebida no copo.
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Esta pasta das fotos, de beterraba, é um dos produtos maravilhosos que experimentei da MC Moments, que conheci no ano passado do Mercado da Maria Guedes. Geleias, pastas, cremes, manteigas, compotas, doces ou salgadas, é uma marca de gastronomia artesanal, onde tudo o que se prova é de querer trazer para casa. 

Se não têm programa para este domingo, deixo-vos já aqui dois! A edição deste ano desse mesmo mercado, desta vez num sítio fabuloso de Lisboa, os Montes Claros, em Monsanto, onde vou estar a fotografar durante a manhã. 
Se quiserem passar por lá, não deixem de me procurar. Seja para um Hello ou para fazer umas fotos, vou gostar imenso de vos conhecer. 
Mais informações sobre as marcas presentes e como chegar, aqui
E fotografias deste Secret Spot onde estarei a fotografar, aqui

Mas se ficarem por casa, ou se mais tarde quiserem ouvir na internet, será também transmitida a minha participação no programa da Antena 3 Da Missa a Metade, da Xana Alves, onde estive à conversa com outras duas bloggers cheias de assunto e boa disposição, a Maria Midões e a Joana Alves
Juntem-se a nós - passa domingo, às 10h! 


E porque o fim de semana chama mesmo ao petisco, venham então as crackers. 
A receita é uma evolução da do Mark Bittman que em tempos partilhei aqui no blogue, mas bem mais finas e aromatizadas. 
A intenção inicial seria fazê-las com bolbo de funcho, esse que eu pensava ter no frigorífico, mas que já tinha sido usado. Usei então cebola e rama de funcho seca, que acrescentaram um vibe nórdico delicioso a estas bolachas crocantes, crocantes, crocantes, perfeitas para ter sempre na lata para acompanhar uma sopa ou umas entradinhas.


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Crackers de cebola e funcho 

1/2 cebola (70 g) 
120 g de iogurte natural 
1 c. sopa de azeite 
1 c. chá de sal 
150 g de farinha de trigo 
150 g de farinha de trigo integral 
2 c. chá de rama de funcho, seco 


// preparação tradicional 

Pré-aqueça o forno a 220ºC. A temperatura alta é fundamental para que fiquem bem crocantes. 
Forre o tabuleiro do forno com papel vegetal. 

Com a varinha mágica ou no copo da misturadora, triture a cebola picada, o iogurte, o azeite e o sal até obter um puré. 
Amassando à mão ou com as varas de massa da batedeira, misture as farinhas e 1 c. de chá de funcho ao puré de cebola e amasse até que se forme uma bola. 
Divida a massa em quatro bolas e deixe repousar tapadas com um pano cerca de 10 minutos. 

Numa superfície polvilhada com farinha, com a ajuda do rolo da massa, estenda cada uma das bolas de massa o mais fino possível, polvilhe com funcho, calque levemente com o rolo e disponha no tabuleiro preparado. 
Leve ao forno a 220ºC, durante aproximadamente 8 a 10 minutos (o tempo varia muito de forno para forno, pelo que recomendo que fique atenta na primeira fornada para controlar a evolução e não deixar tostar demais). 
Retire para uma grelha para arrefecer e repita com a restante massa. Depois de fria, quebre toscamente em pedaços e guarde num caixa hermeticamente fechada. 
Conserva-se até três semanas.
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// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix) 

Pré-aqueça o forno a 220ºC. A temperatura alta é fundamental para que fiquem bem crocantes. 
Forre o tabuleiro do forno com papel vegetal. 

Coloque no copo a cebola, o iogurte, o azeite e o sal e triture 20 seg/vel 7. 
Adicione as farinhas e 1 c. de chá de funcho, programe 10 seg/vel 6 e depois 2 min/vel espiga. 
Divida a massa em quatro bolas e deixe repousar tapadas com um pano cerca de 10 minutos. 

Numa superfície polvilhada com farinha, com a ajuda do rolo da massa, estenda cada uma das bolas de massa o mais fino possível, polvilhe com funcho, calque levemente com o rolo e disponha no tabuleiro preparado.
Leve ao forno a 220ºC, durante aproximadamente 8 a 10 minutos (o tempo varia muito de forno para forno, pelo que recomendo que fique atenta na primeira fornada para controlar a evolução e não deixar tostar demais).
Retire para uma grelha para arrefecer e repita com a restante massa. Depois de fria, quebre toscamente em pedaços e guarde num caixa hermeticamente fechada.
Conserva-se até três semanas.
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terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Em Marvão.

Hoje o tempo volta para trás. Precisamente um ano.
Se há estação perfeita para passear e nos maravilharmos ao máximo com as cores e a luz dos fins de tarde, é o Outono.
No ano passado fomos conhecer uma zona onde nunca tínhamos estado. Porque nem só da costa de praias maravilhosas ou das planícies e cearas se desenham os encantos do Alentejo, o interior mais para Norte é qualquer coisa de fabuloso.

Andámos por Marvão com o Outono no auge e vale tanto a pena aproveitar um fim de semana para um rolé por estas bandas.
Já tinha lido sobre o restauro e adaptação da antiga estação de comboios de Marvão-Beirã e por isso a escolha do sítio onde ficar foi fácil. E perfeita!
A energia de um local destes, cheio de estórias de chegadas e partidas, de vidas que correram em épocas onde o tempo tinha mais tempo, é verdadeiramente fascinante.

Saímos de Lisboa pela manhã, com calma e vontade de ir parando aqui e ali e chegámos ao nosso destino com esta luz perfeita do fim da tarde.
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Nos dias seguintes passeamos pela vila, visitámos o castelo e, acima de tudo, aproveitámos ao máximo o silêncio cheio de dourados que nos deixa de peito cheio de Outono e coração preso a paisagens como estas. 

Para além do castelo e das paisagens de postal, as ruelas da vila levam-nos numa viagem no tempo onde nos sentimos cá e lá, numa relação meio ambígua entre o presente e o passado. 
Percebe-se que há um novo fôlego por ali, gente nova que se instala, abre projetos, recupera espaços e tradições, e faz com que haja no interior alentejano sítios assim à nossa espera.
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No Trainspot fomos recebidos pela Lina, vinda de Lisboa com a família de armas e bagagens para este grande desafio que é uma Guesthouse no coração do Alto Alentejo. 
Faz-nos sentir em casa com a boa conversa com que nos recebe, onde não falta uma cozinha saída de um quadro e onde muitas vezes se organizam workshops dados por pessoas da terra. Se quiserem aprender a fazer queijo fresco de forma tradicional, já sabem onde ir.
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Um livro, tricot, o quentinho da lareira e comida da boa, dão a dois dias em terras raianas aquele sabor a férias que nos revigora inteiramente. 
Fica o aviso, ao prato só vos vão chegar maravilhas! As migas, a carne, as castanhas, o peixe do rio, os cogumelos, é um sem fim de petiscos bem portugueses que estão em total sintonia com o espírito da estação. 
Se quiserem conhecer um pouco mais da gastronomia desta zona, têm um livro dedicado ao tema que apetece cozinhar do princípio ao fim e de onde vem a receita de hoje. 

Em modo comida de Outono, deixo-vos então um assado tão simples, que não há que enganar.


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Galinha tostada no forno 

1 galinha (usei frango do campo) 
5 dentes de alho 
1 ramo de salsa 
50 g de manteiga 
Caldo de cozer a carne 
1 copo de vilho branco 
1 folha de louro 
Colorau q.b. 
Sal e pimenta preta 

Coza a galinha em água temperada com sal. Se for uma galinha velha, é conveniente que seja cozida na panela de pressão. 
Pré-aqueça o forno a 180ºC. 
Depois de cozida, escorra, reserve o caldo da cozedura, separe em pedaços e coloque-os num tabuleiro de ir ao forno. 
Num almofariz, esmague os alhos com o sal, a pimenta e a salsa picada e barre a carne com esta pasta. 
Polvilhe com o colorau, junte o louro e umas nozes de manteiga. Regue com o vinho e uma parte do caldo da cozedura. 
Leve ao forno até tostar e sirva de seguida.

* Juntei também ao tabuleiro duas cenouras cortadas em rodelas grossas.


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quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Bolo de café, gengibre e aveia

O pico da época de casamentos finalmente abrandou, mas depois de fotografar, seguem-se as maratonas de edição.
Juntando a isso o aumento da procura de sessões família por causa do Natal, o Outono é ainda uma altura de muito trabalho.

Mas é também uma das minhas estações de eleição para viajar e por isso fomos finalmente de férias!
Uma semana na Escócia (sem chuva, dá para acreditar?), seguida de uma semana de verão algarvio em Outubro, foi para além de tudo o que se podia sonhar. Férias boas, tão boas.

Fotografei muita coisa que vou querer partilhar convosco, sítios bonitos por onde andámos, lugares deliciosos onde comemos e, quem me acompanha no Facebook e no Instagram, também foi sentido o gostinho de por onde andei nestas últimas semanas.

Depois quando se volta é que são elas. Porque os emails acumulam, o trabalho não se fez sozinho e há que agarrar novamente tudo isto e seguir com o comboio.
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No regresso tudo o que apetece são os sabores de casa, as couves da horta, as castanhas e batata doce, sopas quentes e tudo o que a chegada do frio nos convida a saborear.

Na semana antes de ir tinha feito este bolo e congelado de imediato algumas fatias.
Aproveitei para experimentar umas cápsulas da última edição limitada da Nespresso, o Cubania, que só pelo nome também me faz viajar às memórias da minha ida a Cuba. Intenso e de sabor torrado, foi perfeito para aromatizar a massa. Daquelas receitas simples, que não complicam, com tudo o que há sempre à mão.

O bem que soube ter bolinho como acabado de fazer no primeiro pequeno almoço em casa!
Preparem uma bebida quente e digam lá se não é tão bom.

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Bolo de café, gengibre e aveia

Para a massa:
160 g de açúcar amarelo
140 g de manteiga
3 ovos
1 café expresso, usei Nespresso Cubania
1 c. chá de gengibre em pó
1 pitada de sal
80 g de farinha de trigo c/ fermento
80 g de farinha de trigo integral
30 g de flocos de aveia
1 c. chá de fermento p/ bolos


// preparação tradicional

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de bolo redonda de buraco.
Bata o açúcar com a manteiga até obter um creme homogéneo.
Adicione os ovos, um a um, sem parar de bater, e junte depois o café, o gengibre e o sal.
Envolva suavemente as farinhas, a aveia e o fermento, apenas até incorporar.
Deite a massa na forma preparada e leve ao forno a 180ºC durante aprox. 30 minutos ou até ao espetar um palito este sair seco.

// preparação robot de cozinha (bimby_thermomix)
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma redonda de buraco.
Coloque no copo o açúcar, a manteiga, os ovos, o café, o gengibre e o sal e bata 2 min/vel 6.
Junte as farinhas, a aveia e o fermento, envolva com a espátula e programe 5 seg/vel 3.
Deite a massa na forma preparada e leve ao forno a 180ºC durante aprox. 30 minutos ou até ao espetar um palito este sair seco.
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terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Um smoothie que sabe a ameixa e muito mais

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Quando fechamos ciclos da nossa vida e mudamos o caminho é nas pessoas que nos tocaram que se agarram as memórias desse tempo. É o que fica. O que continua a caminhar comigo.
Quem me conhece sabe o quanto gosto de falar. Muito, gosto muito de falar, mas também de ouvir. Acredito no poder da conversa, que é com ela que nos damos a conhecer e abrimos um caminho fresco à amizade. Das conversas à volta de tudo e de nada, que nos levam o tempo sem darmos conta, a amizade cresce e ganha sabor. Às vezes com as pessoas menos óbvias...

Lembram-se quando aprendi a tricotar? Foi a Mariana que me ensinou!
É dessa amizade, dessas conversas, que nasce o post de hoje.

Um dos rituais das nossas manhãs quando trabalhava no departamento de receitas da Vorwerk, principalmente pós maratonas de testes ou fotografias, eram as limpezas que a Mariana ia fazendo à fruta que sobrava - ia tudo parar ao sumo. Ela encarregava-se das frutas pela manhã, eu fazia o mesmo aos legumes e lá saía uma sopa meio maluca para o almoço. (Com meio requeijão triturado, lembra-se, Mariana?) eheheh
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Sumo, smoothies ou batidos, chamem-lhe o que quiserem, porque com um iogurte e fruta da boa, os nossos bons dias eram sempre com um copo colorido em cima da secretária. Maçã, morangos, ananás, mirtilos, cenoura, laranja, framboesas, pêra, lima... ia tudo! 
E é essa a ideia que trago hoje: não tenham medo de experimentar. Não sintam que têm que ir atrás das modas dos verdes (mas se quiserem, porque não?), seguir receitas ou combinações testadas.
Vão brincando com o que há que nunca corre mal!
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Os meus truques, que partilhei com a Mariana e que partilho também com vocês, para não ter que adicionar nada extra para adoçar, é usar fruta madura, de preferência sem químicos e de produção local e... deitar sempre sumo espremido de uma laranja. Leite, iogurte ou apenas água, fruta a gosto em pedaços, uns cubos de gelo se quiserem mais grosso e bem fresco, bater tudo e está feito.

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Este smoothie que fotografei então, acabado de fazer pela Mariana, tinha ameixas. Sim, tenho a certeza que tinha ameixas. Mais não sei. 

Ah, também tinha uns belos sorrisos. Daqueles que trocávamos nas conversas de bons dias antes de começarmos as tarefas da agenda. 
Lembro-me bem que éramos três a beber este smoothie de ameixa enquanto a manhã arrancava. E estávamos felizes por isso.
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